quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Marketing One2One (O2O)


Segundo Eduardo Madeira Correia professor de marketing na Escola Superior de Comunicação Social «O melhor exemplo de marketing O2O, são os namorados porque dizem aquilo que o outro quer ouvir e quando não dizem há pequenas discussões. As pessoas vivem uma para a outra e cada uma "vende" aquilo que tem para vender e a melhor maneira de vender é sabendo, porque já estudou, aquilo que o outro compra».

Esta técnica de marketing já existe há algum tempo, ou melhor ela sempre existiu, quantos de nós não reconhece aquele empregado de mesa que tem o cuidado de nos trazer um café com adoçante, em chávena escaldada, como nós gostamos, sem que o tivéssemos pedido!

Acham que esse empregado, leva o mesmo café, da mesma maneira a todos os clientes?!

A resposta é não, ele adapta uma atitude de venda em função de cada pessoa, ele pratica marketing one2one.

E o resultado é a grande fidelidade dos clientes, quer por se sentirem bem e perfeitamente ajustados, quer por não encontrarem essa oferta em todo o lado, o que dificulta a adaptação a outro café, porque não tem as “mordomias” de adaptação que o dito empregado de mesa impõe.

A internet e a economia digital, veio dinamizar esta técnica, uma vez que só apresenta conteúdos selectivos, à medida que um utilizador, selecciona uma dada opção, está a caracterizar o seu perfil, logo possibilita ao anunciante a melhor adaptação do espaço e personalização em função do visitante, possibilitando maiores “à vontade”, logo melhores vendas.

A mensagem correcta para a pessoa certa, já não é tão utópico quanto isso e a isto se chama marketing one2one.

Esta técnica pode ser materializada por via de newsletters, emails, etc, onde o tema se enquadra com o destinatário, contrariamente ao que acontece com um anúncio televisivo, onde sabemos que a mensagem é generalista e nada personalizada, o problema surge com a gestão de expectativas, porque após este processo o consumidor não tolerará os enganos, pois constrói uma ideia de que o produto foi feito para si.

Comparativo?!?! Acham!?? Eticamente contestável, mas não comparativo!!!

Excelente Campanha Marketing Viral

Event Marketing



A maior parte das estratégias de marketing pretendem chegar até às pessoas, o Event Marketing funciona ao contrário – tem como objectivo levar as pessoas até ao local, onde se vai divulgar o produto.

Pode ser um evento desportivo, uma feira, um festival de verão ou um concerto, o importante é atrair as pessoas, fazer com que se divirtam, para que a marca/produto objecto de comunicação seja associada a uma causa.

Vantagens: O consumidor vai associar a marca, a momentos em que foram vividas experiências positivas.
Desvantagens: Para que um evento tenha um grande impacto, a empresa que organiza, terá de ter uma grande capacidade financeira.

O Event Marketing, não consiste apenas em organizar novos eventos, consiste em ajudar o consumidor a divertir-se. Pode ser usado em eventos já existentes. Por exemplo num concerto de verão podem ser oferecidas garrafas de água ou chapéus com o logótipo da empresa.

Marketing Sensorial



Segundo Michael R. Solomon (2002), os impulsos captados pelos nossos sentidos, dão inicio ao processo perceptivo, onde os sensores internos captam influências do ambiente externo, gerando assim lembranças, bem-estar, saudades, desejos ou até mesmo repugnância. Uma música pode fazer-nos recordar uma pessoa e trazer à nossa mente o seu perfume ou a sensação de a ouvir.


O Marketing Sensorial pretende criar sensações no consumidor de forma a este crie um vinculo emocional ao produto. Assim, sempre que o consumidor sinta um determinado perfume, ouça uma certa música vai recordar de imediato o produto. Utilizado com conta peso e medida pode resultar numa estratégia sucesso.

Visão – É através da visão que percepcionamos grande parte do que nos rodeia. Qualquer estratégia de marketing tem de ser pensada tendo em atenção este sentido pois é através dele que as cores, o tamanho e o formato são logo percebidos, influenciando, em alguns casos, as nossas emoções mais diretamente.

Olfato - Este sentido não é muito trabalhado por um lado porque não é fácil escolher o perfume ideal para ser associado à marca por outro lado porque as empresas ainda não têm consciencia da sua importância. O que é certo é que um aroma agradável faz com que o consumidor passe mais tempo na loja e tenha mais tempo para efecuar as suas compras.

Audição - Tal como um aroma agradável prende o cliente à loja, o mesmo acontece com a música. Uma música adequada ao tipo de cliente vai fazer com que o este passe mais tempo na loja.

Tato - É atraves do tacto que se sente a textura de alguns produtos e, muitas vezes, é a sensação causada por essa textura que influencia a decisão de compra.

Paladar – Este sentido pode ser utilizado quando se faz o lançamento de um novo produto alimentar em que se oferecem pequenos pedaços do produto para o consumidorexperimentar. Desta forma a empresa divulga o produto e ao mesmo tempo pode ir tendo consegue saber qual a opinião do consumidor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Buzz Marketing



É uma técnica de marketing que consiste em gerar ruído e atractividade que induz os indivíduos da sociedade, a veicular uma dada informação, cujo crescimento é feito exponencialmente, envolvendo quase que imediatamente um número de pessoas muito mais elevado, do que o alcançado com uma comunicação pessoal.


Segundo Arthur D. Little “trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos a passar uma mensagem”, que rapidamente se difunde, sobretudo pelos segmentos de mercado mais interessados no conteúdo.


Esta técnica tem sido bem acolhida porque tem um custo baixo porque também tem um índice de penetração elevado, sobretudo porque transpõe a barreira de resistência que os consumidores construíram, com as normais campanhas que muitas vezes sufocam os consumidores. A Nike, a Red Bull, os Blind Zero, Sandálias Havaianas, etc, são exemplos de marcas que são já consideradas casos de sucesso, com a utilização desta técnica, gerando ou melhor alimentando a notoriedade da marca, a custos controlados

Marketing de Emboscada




Qualquer empresa que pretenda ter uma grande visibilidade a baixo custo pode utilizar esta estratégia que sendo discutível do ponto de vista ético, é com toda a certeza eficaz pelo número de pessoas que consegue atingir e pela controvérsia que pode causar.

Muito utilizada em eventos desportivos, normalmente transmitidos para uma grande audiência, consiste em tirar proveito publicitário, invadindo um evento ou espaço de um veículo de comunicação, sem amparo contratual com os detentores do direito (sic última edição da Revista Exame).
Um exemplo desta estratégia aconteceu no Mundial de Futebol em 2006 quando Ronaldinho Gaúcho apareceu com uma faixa da Nike na cabeça. Não haveria qualquer problema se a Adidas, forte concorrente da Nike, não fosse a patrocinadora oficial do evento.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Marketing de Guerrilha


Marketing de Guerrilha é uma técnica de marketing, assim denominada porque a sua actuação assemelha-se à actuação dos guerrilheiros, fortes, objectivos e rápidos.

As acções de guerrilha militar, caracterizam-se por serem efectuadas de surpresa, por guerrilheiros com o armamento correcto, nem demasiadamente pesado, nem demasiadamente ligeiro e que comprometa a actuação, com profundo conhecimento do terreno e da movimentação do inimigo, permitindo uma acção curta e objectiva que se pretende eficiente e eficaz.

Tipicamente, estas acções são levadas a cabo por entidades mais fracas, quando tentam atingir organizações mais fortes, em pontos estratégicos e que logo após o alcançarem o objectivo retiram, antes da reacção do inimigo.

O maior exemplo desta técnica é a Guerra do Vietname, onde o grande exercito norte americano, foi derrotado pela guerrilha vietnamita que bem soube atacar nos pontos e momentos estratégicos, fazendo uso do bom conhecimento das condições geográficas, do teatro de guerra.

No Marketing de Guerrilha os princípios são os mesmos, são acções normalmente levadas a cabo por empresas mais pequenas, quando querem “beliscar” empresas concorrentes maiores ou então quando tentam resistir a ataques da concorrência.

Segundo o denominado “Pai” do Marketing de Guerrilha, Jay Conrad Levinson, no seu livro Marketing de Guerrilha, de 1982, estas acções caracterizam-se por serem efectuadas com orçamentos limitados, o que obrigam a uma criatividade maior, por forma a atingir o objectivo esperado.

Há diversos exemplos gritantes, de bom marketing de guerrilha, um exemplo fantástico foi protagonizado pela Starbucks nos EUA. A ideia foi arquitectada pela Agência Clear Channel Táxi Media e caracterizava-se por deixar um copo de café da Starbucks, colado no tejadilho do táxi, como se tivesse sido esquecido pelo taxista, levando a que as pessoas que o viam, apontassem e chamassem a atenção do motorista, avisando-o que se tinha esquecido de um copo da Starbucks no tejadilho do táxi.

O Marketing de Guerrilha fruto da sua actuação marcante, poderá muitas vezes ser confundido com acções de marketing de emboscada que tem uma caracterização diferente, porém em alguns momentos, com acções semelhantes ao de Guerrilha.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Punk Marketing

Punk Marketing, é o movimento ou filosofia do marketing que visa a revolução, nos métodos mais tradicionalistas do marketing.

O consumidor dos dias de hoje tem cada vez mais poder….“o comando é meo”!

O Punk Marketing representa este movimento de revolta, quase que anárquico em relação a tudo o que se conhece, como meios e técnicas de marketing, apelando à irreverência e à mudança de mentalidade.

Os meios tecnológicos mais avançados, estão cada vez mais disponíveis e próximos de qualquer pessoa, logo o marketing terá que ser mais inventivo, por forma a antever o interesse e decisão do consumidor e posicionar-se junto do consumidor, contrariamente ao que vinha acontecendo que se posicionava mais junto das marcas.

Richard Laermer e Mark Simmons, no seu livro Punk Marketing, defendem essa revolução e em 15 pontos, e assumem os novos princípios a que se deve atender, tais como: “se não arriscar morre”; “desafie as assumpções da indústria.”; “mantenha uma posição firme”; “não ceda aos clientes”; “não seja controlador”; “nunca perca a honestidade”; “crie inimigos”; “deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”; “pense à frente dos rivais”; “não se deixe iludir pela tecnologia”; “mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”; “comunique com simplicidade”; “aposte sempre na qualidade”; “use novas ferramentas de marketing”; “social networking sites” e “interrogue-se constantemente”.

Marketing Experiencial

O Marketing Experiencial, é a área do marketing que cria e provoca o contacto do consumidor com o produto, gerando experiências memoráveis, para obter como retorno a fidelidade e lealdade do consumidor.

O Marketing Experiencial, em nada altera a estratégia das Empresas, devendo ser uma das extensões do marketing, tendo por base a sensações, os sentidos e as emoções, como Drucker (1993) defendeu, o objectivo do marketing é tornar as vendas supérfluas, desta forma ao acrescentar-se a experiência e emoção, ao consumo e produto, tornamos a venda uma consequência lógica, requerida pelo consumidor e não pelo produtor.