quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Marketing de Guerrilha


Marketing de Guerrilha é uma técnica de marketing, assim denominada porque a sua actuação assemelha-se à actuação dos guerrilheiros, fortes, objectivos e rápidos.

As acções de guerrilha militar, caracterizam-se por serem efectuadas de surpresa, por guerrilheiros com o armamento correcto, nem demasiadamente pesado, nem demasiadamente ligeiro e que comprometa a actuação, com profundo conhecimento do terreno e da movimentação do inimigo, permitindo uma acção curta e objectiva que se pretende eficiente e eficaz.

Tipicamente, estas acções são levadas a cabo por entidades mais fracas, quando tentam atingir organizações mais fortes, em pontos estratégicos e que logo após o alcançarem o objectivo retiram, antes da reacção do inimigo.

O maior exemplo desta técnica é a Guerra do Vietname, onde o grande exercito norte americano, foi derrotado pela guerrilha vietnamita que bem soube atacar nos pontos e momentos estratégicos, fazendo uso do bom conhecimento das condições geográficas, do teatro de guerra.

No Marketing de Guerrilha os princípios são os mesmos, são acções normalmente levadas a cabo por empresas mais pequenas, quando querem “beliscar” empresas concorrentes maiores ou então quando tentam resistir a ataques da concorrência.

Segundo o denominado “Pai” do Marketing de Guerrilha, Jay Conrad Levinson, no seu livro Marketing de Guerrilha, de 1982, estas acções caracterizam-se por serem efectuadas com orçamentos limitados, o que obrigam a uma criatividade maior, por forma a atingir o objectivo esperado.

Há diversos exemplos gritantes, de bom marketing de guerrilha, um exemplo fantástico foi protagonizado pela Starbucks nos EUA. A ideia foi arquitectada pela Agência Clear Channel Táxi Media e caracterizava-se por deixar um copo de café da Starbucks, colado no tejadilho do táxi, como se tivesse sido esquecido pelo taxista, levando a que as pessoas que o viam, apontassem e chamassem a atenção do motorista, avisando-o que se tinha esquecido de um copo da Starbucks no tejadilho do táxi.

O Marketing de Guerrilha fruto da sua actuação marcante, poderá muitas vezes ser confundido com acções de marketing de emboscada que tem uma caracterização diferente, porém em alguns momentos, com acções semelhantes ao de Guerrilha.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Punk Marketing

Punk Marketing, é o movimento ou filosofia do marketing que visa a revolução, nos métodos mais tradicionalistas do marketing.

O consumidor dos dias de hoje tem cada vez mais poder….“o comando é meo”!

O Punk Marketing representa este movimento de revolta, quase que anárquico em relação a tudo o que se conhece, como meios e técnicas de marketing, apelando à irreverência e à mudança de mentalidade.

Os meios tecnológicos mais avançados, estão cada vez mais disponíveis e próximos de qualquer pessoa, logo o marketing terá que ser mais inventivo, por forma a antever o interesse e decisão do consumidor e posicionar-se junto do consumidor, contrariamente ao que vinha acontecendo que se posicionava mais junto das marcas.

Richard Laermer e Mark Simmons, no seu livro Punk Marketing, defendem essa revolução e em 15 pontos, e assumem os novos princípios a que se deve atender, tais como: “se não arriscar morre”; “desafie as assumpções da indústria.”; “mantenha uma posição firme”; “não ceda aos clientes”; “não seja controlador”; “nunca perca a honestidade”; “crie inimigos”; “deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”; “pense à frente dos rivais”; “não se deixe iludir pela tecnologia”; “mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”; “comunique com simplicidade”; “aposte sempre na qualidade”; “use novas ferramentas de marketing”; “social networking sites” e “interrogue-se constantemente”.

Marketing Experiencial

O Marketing Experiencial, é a área do marketing que cria e provoca o contacto do consumidor com o produto, gerando experiências memoráveis, para obter como retorno a fidelidade e lealdade do consumidor.

O Marketing Experiencial, em nada altera a estratégia das Empresas, devendo ser uma das extensões do marketing, tendo por base a sensações, os sentidos e as emoções, como Drucker (1993) defendeu, o objectivo do marketing é tornar as vendas supérfluas, desta forma ao acrescentar-se a experiência e emoção, ao consumo e produto, tornamos a venda uma consequência lógica, requerida pelo consumidor e não pelo produtor.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Neuromarketing


Neuromarketing é uma área recente de estudo do marketing intimamente ligada à medicina, particularmente à Neurologia.

Com a evolução tecnológica e o aparecimento de técnicas e meios cada vez mais eficazes e menos intrusivos de estudo do cérebro humano, foi-nos dada a possibilidade de estudarmos o cérebro humano e a sua reacção, quando está perante uma série de estímulos.

Na perspectiva médica, é inquestionável o interesse no conhecimento do cérebro humano (hoje ainda tão misterioso), porém na perspectiva do marketing abrem-se novos horizontes na satisfação de desejos e necessidades, desde logo porque se pode avaliar isoladamente as reacções a uma série de estímulos, podendo gerar bons resultados no consumo.

Um adulto tem cerca de 1,5Kg de massa encefálica, onde residem 100 biliões de células nervosas, em interacção constante umas com as outras, constituindo um complexo sistema que conferem a racionalidade ao homem.

O estudo do cérebro humano, há muito que está na lista de prioridade de conhecimento, porém devido à sua elevada complexidade e ausência de tecnologias avançadas sem intrusão, relegaram sempre este estudo, para o fim da tabela de acção. Recordando um pouco, já o filosofo grego Aristóteles estudava o cérebro humano, afirmando que as memórias ficariam impressas no tecido neural, ao longo do tempo muitas teorias se defenderam, porém só no século XX, a partir dos anos 70, com a disponibilização de imagens computorizadas de raios X, técnica denominada tomografia computorizada, se pôde obter as primeiras imagens anatómicas do cérebro humano.

A exponencial evolução tecnológica, para além de massificar estas técnicas, aprimorou-as desenvolvendo técnicas, cada vez mais precisas de visualização cerebral, tal como a ressonância magnética, possibilitando aos médicos, investigadores e cientistas o acompanhamento da evolução se uma serie de patologias de origem cerebral, outrora só possíveis em cadáveres, caminhando desta forma a passos largos para a descoberta da cura de doenças, tais como Parkinson e Alzheimer. É graças a estas técnicas que hoje se conhece, o processo pelo qual o cérebro arquiva a memória de maus episódios.

Assim, já fora do universo médico e no âmbito do marketing, a crescente monitorização cerebral, possibilita o conhecimento de reacções cerebrais, quando perante determinados estímulos, permitindo a antecipação no desenvolvimento de produtos, comunicação e serviços, como meio de satisfação de desejos e necessidades, superando barreiras e expectativas do consumidor. É desta forma que no início dos anos 90, se começa a dar os primeiros passos no Neuromarketing, mas é a partir de 2001 que o Neuromarketing começa a ser explorado comercialmente.

Empresas como a Coca-Cola, DaimlerChrysler, Ford entre outras, já recorrem a estudos de Neuromarketing, na sua actividade e se nos parece mais ou menos obvia a pertinência do Neuromarketing na definição do produto, é na comunicação que os resultados podem ser mais imediatos e necessariamente mais evidentes.

A título de exemplo, um estudo de Neuromarketing aos consumidores de Pepsi e Coca-Cola, revelou que segundo as imagens cerebrais, os consumidores têm uma maior “preferência cerebral” pelo sabor da Pepsi, então a pergunta que se impõe é: Porque é que a Coca-Cola vende mais? E a resposta é simples, é que a Coca-Cola estimula mais áreas do cérebro ligados aos actos de vontade, desde logo no seu logótipo que é mais poderoso que o da Pepsi.

Muitas outras curiosidades são desvendadas pelo Neuromarketing, sobretudo ao nível da manipulação e controlo emocional, pelo que nos levará também a colocar uma questão, deverá existir um código de ética e de conduta para os Neuromarketeers?!?

domingo, 9 de novembro de 2008

Endomarketing


O Endomarketing como definição, surgiu no início dos anos 90, no livro “Fundamentos do Endomarketing” de Saul Bekin, associado à ideia de um conjunto de acções de marketing dirigido para o interior das empresas para os colaboradores, accionistas, com vista a gerar mais valor no cliente final.

O Endomarketing caracteriza-se por ser uma estratégia de acção para dentro da Empresa, com o objectivo de promover a motivação das pessoas no seu trabalho e reforçando o compromisso individual, pelo cumprimento dos objectivos estratégicos da empresa, contribuindo para os bons resultados e para o sucesso da empresa, com base em desempenhos superiores.

Simplificando e para melhor avaliar o lugar exacto onde o Endomarketing se posiciona nos processos de gestão empresarial, deveremos antes de mais assumir o papel da Empresa. Um Empresa existe para gerar lucro económico e social, por via da disponibilização de produtos e/ou serviços de qualidade que satisfaçam necessidades e/ou desejos, assegurando o bem-estar social, interno e externo, este é o objectivo, contudo não nos podemos esquecer do que é verdadeiramente uma Empresa, caso contrário comprometemos o objectivo do lucro económico e social, assim uma Empresa é um conjunto de pessoas que luta diferenciadamente, por um objectivo comum. Com esta definição simplificada do que é uma Empresa, podemos concluir que independentemente do sector económico, uma Empresa é na sua essência, um conjunto de pessoas que num dado contexto partilham objectivos e motivações.

É aqui que o Endomarketing toma lugar, o Endomarketing não é marketing interno, o Endomarketing não quer só vender internamente, o Endomarketing tem por objectivo a “potenciação” do desempenho humano, por via da consciencialização e reforço da identidade individual, integrada num ambiente e cultura colectiva, denominada Empresa, quanto mais próximas as pessoas estiverem do seu desempenho óptimo, mais próximas estão da realização, logo mais próximas de um ideal de felicidade.

Se na industria a qualidade final do produto, dependerá da qualidade dos materiais e da qualidade dos serviços neles impostos, sendo evidente que o Endomarketing terá um papel importante na motivação das pessoas para a obtenção de melhores resultados no produto final, é nas Empresas de Serviços que o Endomarketing toma maior importância. As Empresas de Serviços, são como o autocarro da Selecção Portuguesa de Futebol, são movidas a força de vencer, quanto mais conscientes do papel a desempenhar na organização e quanto mais motivados estiverem os colaboradores, melhor será o seu desempenho, gerando uma força de espírito positivo em torno das organizações. Este espiral positivo, será naturalmente percepcionado por todo o publico, quer seja interno ou externo, transpondo as fronteiras da Empresa contribuindo para o posicionamento da Empresa no mercado.

O Endomarketing não é um objectivo estratégico de marketing, mas é com toda a certeza um dos meios de acção e preocupação dos Gestores, que queiram ter Empresa mais robustas e preparadas para a adversidade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Marketing Viral

O Marketing Viral surgiu com o fenómeno de massificação da internet, como meio de difusão de conteúdos. Sendo uma técnica frequente desde o inícios do ano 2000, o Marketing Viral assenta sobre a internet, por meio de vídeos, fotos e textos aparentemente amadores, permitindo uma rápida difusão, via email ou outro meio, usando o word of mouth, permitindo o alcance de mercados mais abrangentes, com custos mais reduzidos.

Estas potencialidades foram bem utilizadas por diversas marcas que de forma simples e ligeira, veicularam informações e conteúdos dos seus produtos e marcas, usando apenas vídeos, jogos e textos que captando a atenção, rapidamente se propagam, de pessoa para pessoa, como se de um vírus se tratasse, contribuindo para um maior reconhecimento do produto e da marca.

Esta técnica tem vindo a ser cada vez mais utilizada e com grande sucesso, sobretudo quando é feito especificamente com esse objectivo, com recurso a técnicas específicas para tal, contudo alguns responsáveis pela imagem e comunicação de produtos e marcas, reconhecendo o potencial do Marketing Viral e tendo já campanha feitas para outros meios, nomeadamente TV, decidem aplicar os mesmos conteúdos na internet, saturando a world wide web com conteúdos repetidos ou pelo menos não exclusivos, ou seja perde-se todo o efeito vírico, desde logo na exclusividade do meio e o motivo é simples, porque razão vou difundir pelos meus contactos, conteúdos disponíveis noutros meios?

Desta forma, podemos concluir que a lei do menor esforço ou uma má avaliação, pode matar uma técnica riquíssima, comprometendo não só a comunicação neste meio, mas também a efectuada no meio p/ a qual foi concebida, com o sério risco de expor o produto e marca ao ridículo.
Assim, podemos concluir que esta técnica tem como pontos positivos a exposição global/mundial, contudo esta mesma exposição pode ser uma arma apontada ao coração, quando um cliente/consumidor se sentir ludibriado com o produto, porque o que disser e o ruido que fizer será igualmente feito à escala global/mundial.